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Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732



TESTOSTERONA

Dr. Marco Botelho, MSc, Phd      domingo, 30 de junho de 2019

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- Doutor, de alguns anos pra cá estou tendo uma grande perda de cabelo, principalmente no banho, por que isso pode estar acontecendo?
- Você está fazendo uso de algum medicamento, anticoncepcional?

A perda de cabelo é um parâmetro claro que mostra, tanto para o homem como para a mulher, que se está perdendo a força, está se perdendo testosterona, a qual é o maestro do nosso corpo.

É muito comum você associar esse sintoma da perda de cabelo com a perda de disposição, com a perda de vigor, com a perda da vontade de trabalhar, enfim com a fadiga do dia a dia.

Durante um ciclo menstrual, durante 28 dias, a mulher faz um pico de estradiol na fase folicular; no meio do ciclo no período fértil, faz-se um pico de testosterona e depois um pico de progesterona na fase lútea.

A mulher que opta por tomar anticoncepcional está fazendo a pior das escolhas, pois estará inibindo um dos eixos principais do corpo, o eixo HPG (hipotálamo-pituitária-gônadas).

O mesmo fato ocorre com o homem que faz uso de esteroides anabolizantes, porque se perde a capacidade de produzir os hormônios de forma endógena, natural. Isso também ocorre com o envelhecimento.

Após os 18 anos, a produção de hormônios, em homens e mulheres, começa a diminuir.

Mesmo que se acredite nisso popularmente, ninguém infelizmente irá aumentar sua testosterona tomando cipionato de testosterona, nem aumentar a libido tomando Viagra.

A libido, por exemplo, é uma materialização da presença da testosterona, do estradiol e da progesterona, ou seja, são esses hormônios que lubrificam, porque os canais devem estar lubrificados para que se possa sentir prazer.

A testosterona, portanto, tem várias funções no nosso corpo. Uma delas, na mulher principalmente, é dar origem aos estrógenos, um dos hormônios responsáveis pelo desenvolvimento das características corporais femininas.

Existe uma enzima chamada aromatase que transforma a testosterona em estradiol.

Se não se tem testosterona - devido à ingestão de anticoncepcional para evitar gravidez -, também não vai ter o estradiol, o que comprometerá a função plena da tireoide, na medida em que esta necessita, para funcionar efetivamente, de testosterona, progesterona e estradiol.

Ou seja, sem esses hormônios, vai se comprometer a possibilidade de existir uma vida sexual saudável e feliz, o que garante a todos bem-estar e, até pode-se dizer, bom humor.

Por isso, sempre vamos afirmar que a testosterona não gera agressividade, e sim felicidade, já que, em muitos casos, a depressão inclusive é tratada com esse hormônio como vários artigos científicos publicados no The New England Journal of Medicine mostram.

Além de melhorar nossa atividade sexual, a testosterona nos traz outro significativo benefício: regula o sono, o que é fundamental para o processo de regeneração da capacidade funcional, cognitiva e física do corpo.

Isso significa que, em geral, dificuldades para dormir, sono agitado e despertares noturnos são causados pela baixa dos níveis de testosterona e progesterona no organismo, já que, quando deficientes, deixam o sono prejudicado, menos reparador e menos relaxante, afetando diretamente a qualidade de vida.

Por fim, estamos defendendo que a testosterona melhora a qualidade e a quantidade do sono, permitindo que se chegue mais rápido à fase REM.

Ademais, dormir bem aumenta os níveis de testosterona, ou seja, os dois processos se complementam.

O uso de medicamentos para induzir o sono não permite uma boa recuperação física do corpo (nem psíquica), pois na verdade não permite a ninguém o que se entende por uma boa noite de sono, porque apenas dopa o organismo, o que diminui a produção de serotonina e consequentemente de testosterona.

A apneia, por exemplo, é uma falta de ar decorrente de baixos níveis de testosterona.

Antigamente, a medicina tentava resolver os problemas direcionando os tratamentos para o efeito e não para a causa, como colocar um CPAP - Continuous Positive Airway Pressure (aparelho para tratamento da apneia obstrutiva do sono) no paciente com apneia, em vez de repor seus níveis de testosterona. 

Veja a composição do DURATESTON, são 4 tipos de DROGAS:

- PROPIONATO DE TESTOSTERONA, que não é TESTOSTERONA;

- FEMPROPIONATO DE TESTOSTERONA, que não é TESTOSTERONA;

- ISOCAPROATO de TESTOSTERONA que não é TESTOSTERONA; e

- DECANOATO de TESTOSTERONA que não é TESTOSTERONA.


Outro exemplo de equívocos em tratamentos é ministrar paracetamol para resolver dor de cabeça, porque esse medicamento é um dos maiores agravantes de problemas hepáticos.

No estado do Ceará, que é um dos maiores centros de transplante hepático do país, o coordenador revelou que o maior dos vilões hoje é o paracetamol.

Nós infelizmente o administramos até nas crianças e, o que é pior, venenos como este são vendidos sem receita médica e qualquer criança pode comprar, inclusive em supermercados nos USA.

Portanto, como afirmamos inicialmente quando falávamos da queda de cabelo, a testosterona é o maestro do nosso corpo.

É transformada em estradiol pela ação da enzima aromatase, proveniente das células de gordura corporal.

Porém, o excesso de estrogênios leva a predominância estrogênica, que induz ao aumento da gordura corporal gerando um ciclo vicioso, retroalimentando esse processo.

Além disso, o excesso de estrogênios aumenta muito a permeabilidade vascular, causando, por exemplo, gengivite.

Por isso, é importante não engordar, deve-se evitar principalmente o consumo excessivo de carboidratos, porque quando se controla a ingestão de carboidratos, começa-se a diminuir a quantidade de gordura corporal e a se preservar a quantidade de testosterona, ou seja, a melhor forma de elevar os níveis de testosterona no organismo é cuidar da dieta.

Artigo publicado no melhor jornal médico do mundo mostrando os benefícios da reposição de testosterona em mulheres.

Outro agravante a se considerar é que a falta de testosterona determina a formação de pedras na vesícula, porque - se ela se transforma em estradiol e passa a ser inibida - este processo não vai ocorrer, o que prejudicará a produção de calcitonina pela tireoide.

Agora por que isso é relevante?

Simplesmente porque a calcitonina é o hormônio que dá tônus ao cálcio, sem ele, começamos a desenvolver osteoporose.

Agora se entende o porquê de as mulheres na menopausa apresentarem quadros de osteoporose, ou seja, por causa da deficiência de testosterona, elas começam a perder a função tireoidiana, o que aumenta o PTH (paratormônio).

Assim, começam a perder cálcio de duas formas: pela incapacidade de fazer calcitonina e pela diminuição do estradiol que está diretamente relacionado com a excreção do excesso de cálcio.

Então, sem testosterona o organismo não consegue excretar o excesso de cálcio, que ficará circulando e causando calcificação na tireoide, pedra nos rins, calcificação nas placas de ateroma nas carótidas, pedras na vesícula, tártaro.

Portanto, a testosterona é, com certeza, a garantia de nosso bem-estar.

Quando se repõem esses hormônios, eles passam a se transformar dentro do corpo, à medida que precisamos deles para desempenhar nossas funções normais.

Ainda hoje infelizmente, quando a pessoa tem um cálculo, uma pedra no rim, o que deveria ser um procedimento fácil com litotripsia pela falta de recursos, geralmente culmina na retirada desse rim. 

Isso também ocorre com a vesícula; contudo, deveriam, no nosso entendimento, remover os cálculos e fazer reposição de hormônios e não remover a vesícula.

Ou seja, é preciso tratar a causa, não a consequência.

Também se sabe que muitas mulheres já perderam um rim por trombose renal devido ao uso de anticoncepcional, mas o que não se leva muito em conta é o óbvio: o anticoncepcional provoca diminuição da testosterona, o que , já dissemos, acarreta na redução do estradiol e no aumento da quantidade de cálcio circulante no nosso corpo.

No entanto, o cálcio não deveria estar circulando no corpo, deveria, por exemplo, ficar nos ossos, nos dentes.

Logo, pode-se dizer que as pessoas que têm baixos níveis de testosterona têm mais cárie, mais cálculo dental, cálculo renal, cálculo biliar, calcificação na tireoide.

Infelizmente, esses conceitos básicos hoje não são aplicados pela maioria dos médicos, que são receosos para reconhecer o quanto equilibrar os níveis de testosterona evitaria o surgimento e agravamento dessas patologias.

Temos de levar em consideração, de igual forma, que um fator importante associado ao envelhecimento e suas implicações (o encurtamento dos telômeros) apresenta relação direta com os níveis de testosterona.

Os telômeros são as extremidades dos cromossomos que protegem nosso material genético, chamado de DNA, por isso são de extrema importância no controle da divisão celular, protegendo o organismo contra divisões celulares descontroladas, como ocorre com o câncer, por exemplo.

Ao longo da vida acontece um encurtamento progressivo dos telômeros devido às inúmeras divisões celulares, o que nos torna mais suscetíveis ao envelhecimento, às doenças crônicas como  o câncer e as doenças cardiovasculares.

A telomerase, por sua vez, é uma enzima reparadora dos telômeros e tem a função de repô-los nas extremidades dos cromossomos, estabilizando seu comprimento.

Se isso ocorre, as células com maior concentração de telomerase apresentam uma vida útil maior e envelhecimento mais lento.

O que queremos dizer com toda essa explicação é o que diversos estudos já têm mostrado: existe uma relação intensa entre hormônios esteroides (principalmente os níveis de testosterona) e o comprimento dos telômeros.

Isso significa que mais uma vez estamos defendendo o melhor caminho para o bem-estar: repor testosterona se configura como forma de estimular a enzima telomerase, dificultando o encurtamento dos telômeros e promovendo sua reparação, isto é, se fizermos isso, novamente reiteramos que estaremos atuando na prevenção e tratamento de diversas patologias (BEKAERT S. et al, 2005;PETER, 2016).

Se ainda existirem dúvidas quanto aos benefícios desse tratamento, podem se consultar vários estudos que indicam a reposição diária de testosterona bioidêntica por via transdérmica como uma forma eficaz e segura para vencer, por exemplo, o transtorno do desejo sexual em homens e mulheres (DAVIS, 2006; DAVIS, 2008; BOTELHO, 2013).

Como a perda do desejo sexual entre os parceiros gera um impacto significativo sobre o relacionamento (isso não acontece só na velhice  como se crê popularmente), muitos casamentos acabam pela falta da líbido (provocada pela deficiência de testosterona tanto nos homens quanto nas mulheres) e não pela falta de amor; por isso, é bem importante se tratar o casal.

Isso deve ser feito porque a frequência das relações sexuais aumenta a líbido na medida em que, durante o ato sexual, se produz mais testosterona e outros hormônios como serotonina, endorfina (este hormônio incrivelmente chega a ser quatrocentas vezes mais forte do que a morfina, provocando sensações de anestesia e alívio), dopamina e ocitocina, ou seja, aumentam-se todos os "hormônios do prazer", o que ativa o nosso sistema de recompensa cerebral e nos leva a querer repetir a experiência que nos trouxe bem-estar e prazer. 

Por tudo isso, é importante o seguinte alerta: há muita sugestão de uso de testosterona que não é bioidêntica, como a usada por atletas para ter hipertrofia muscular.

Essa testosterona não é a mesma produzida pelo nosso corpo, ou seja, são esteroides anabolizantes, como o cipionato de testosterona, decanoato de testosterona, acetato de trembolona etc. 

A técnica de Modulação Hormonal Nanoestruturada é realizada com a testosterona molecularmente idêntica à produzida pelo nosso organismo.

Os esteroides anabolizantes, por serem molecularmente diferentes dos hormônios endógenos, causam inúmeros efeitos colaterais, inclusive câncer.

Por que é importante ficar atento a essas versões?

Simplesmente porque os ésteres injetáveis, diluídos em óleo, têm potencial para causar uma embolia perigosa (coágulo) na corrente sanguínea, visto que esteroides anabolizantes fazem anabolismo, ou seja, forçam o coração a jogar sangue para essa região de hipertrofia, o que pode acarretar problemas de hipertensão, dor de cabeça, problemas hepáticos, baixa líbido, perda de cabelo, inibem a produção endógena dos nossos hormônios.

Isso significa que defendemos a reposição de testosterona desde que seja molecularmente idêntica à que produzimos, porque nosso corpo produz testosterona, cetona para nos proporcionar uma vida com qualidade (sem, por exemplo, as perdas de cabelo, inicialmente reclamadas pela paciente no início deste capítulo), sendo assim devemos repor o que não oferece riscos à saúde.

A testosterona bioidêntica não tem nome comercial, chama-se apenas testosterona, pura e simples, singeleza que reflete a beleza de se viver plenamente.

Autor: Dr. Marco Botelho, MSc, Phd.
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Dose seus hormônios

Segundo a ciência, os desruptores endócrinos podem provocar estragos diversos no organismo, que vão de obesidade a câncer, passando por distúrbios na tireoide.
A ciência está descobrindo que produtos do nosso cotidiano, como esmaltes, televisão e até água encanada, escondem substâncias capazes de alterar o funcionamento do nosso corpo.
Você sabia que os desruptores endócrinos são compostos artificiais ou naturais que interferem na ação dos nossos hormônios e nos expõem a doenças? Hoje, há suspeitas sobre mais de 800 misturas químicas. “Elas estão na indústria e na agricultura e entram no corpo pela ingestão de água, de alimentos e pela respiração”, diz a química Débora Santos, da Universidade Federal de Pernambuco. Essa também é uma boa razão pela qual você deve dosar seus hormônios.

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