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HORMÔNIOS

BIOIDÊNTICO NANOESTRUTURADO É SAÚDE

Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732


Osteoporose, diagnóstico e tratamento odontológico

Dr. André Oliveira      segunda-feira, 1 de julho de 2019

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A osteoporose é um grande problema de saúde pública do mundo, sendo um dos principais problemas de saúde da população da “melhor idade”, e como uma doença clássica, dever ser corretamente compreendida pelos cirurgiões-dentistas em geral, e principalmente pelos radiologistas, pois hoje em dia estes profissionais são formados para ver o paciente como um todo e não simplesmente uma “boca com dentes”.

“Osteo” é Latin para osso. “Porose” significa “poros ou cheio de furos.” Assim, osteoporose significa “ossos que são cheios de furos.” A massa óssea reflete a balança entre a formação por osteoblastos e reabsorção por osteoclastos. Por volta da terceira década de vida o pico de massa óssea é alcançado, e então se inicia um lento mais contínuo processo de perda óssea que avança com a idade.

A Osteoporose é uma doença óssea metabólica multifatorial caracterizada pela baixa densidade óssea mineral (DOM), a deterioração da microarquitetura de osso trabecular ou canceloso, e as mudanças nas propriedades físicas do osso, conduzindo a uma maior fragilidade óssea com um consequente aumento do risco de fratura, principalmente de ossos como o fêmur, antebraço e a coluna. No caso da cavidade bucal, a maior consequência desses danos é a reabsorção de rebordo alveolar e possivelmente a perda dos dentes, além de propiciar má qualidade óssea para a instalação de implantes. Não obstante, pode também ocorrer a fratura mandibular. O esqueleto sofre contínuo processo fisiológico de remodelação, que ocorre com toda a massa óssea, em pontos focais e com intermitência cronológica.


Microfotografia do osso trabecular normal. Esquerda: camadas espessas e interligadas; direita: afinamento das trabéculas e aumento do espaço medular nas vértebras. (Fonte: Watanabe 2009)


O cirurgião-dentista é um profissional da saúde, e atualmente sai da faculdade com uma visão diferenciada para a prevenção. A moderna Odontologia tem sido responsável por importantes feitos tanto de natureza técnica quanto socioeconômica. As novas tecnologias e consequentes tratamentos desenvolvidos geraram grandes avanços na melhoria da saúde da população. A visita ao consultório odontológico é muito mais frequente, e já é rotina, a visita de pacientes que nunca tiveram cáries. O esclarecimento da população em relação ao cuidado com os dentes tem em muitos casos transformado o dentista em um profissional de diagnóstico, acompanhamento, profilaxia e estética bucal, mais que um aplicador de ações curativas. Essa atuação expandida da odontologia, inclusive no Programa de Saúde da Família (PSF) é o mais significativo avanço da profissão, que nos faz pensar o quanto estes profissionais podem contribuir para a melhoria da saúde como um todo, permitindo ao dentista atuar de forma mais ampla, valorizando a profissão. O dentista é quem mais examina a boca da população. Os dentes são apenas uma porção da boca. Ali temos uma série enorme de outros elementos que demandam constante cuidado e observação. Assim, o chavão “odontologia além dos dentes”, toma força, e tem o objetivo de modernizar a carreira em diversas frentes, dando ao profissional um mais amplo treinamento que crie condições para que ele possa contribuir cada vez mais para a melhoria da saúde da população brasileira. 
Entendemos que já existe suficientes evidências de que as imagens radiográficas que o cirurgião-dentista utiliza rotineiramente, principalmente a radiografia panorâmica podem fornecer importantes sinais referentes à má qualidade óssea, e assim, devemos suspeitar do envolvimento de outros sítios ósseos como a coluna, quadril e antebraço, sítios que aumentam o risco de fratura osteoporótica.


Classificação qualitativa da cortical mandibular (C) em radiografia Panorâmica  de mulheres pósmenopausa. C1: Cortical normal-A; C2: Cortical com erosão leve a moderada-B; e C3: Cortical com erosão acentuada-C (Fonte: Taguchi, 2010).

Conhecer, compreender, e auxiliar no diagnóstico da osteoporose é, antes de tudo, uma obrigação do profissional da odontologia. Podemos, assim, tratar esses pacientes com má qualidade óssea bucal ou referendar para o médico ou um nutricionista, com o intuito de pesquisar outros sítios do esqueleto, analisando suas deficiências nutricionais e hormonais. A detecção precoce pode conduzir ao apropriado tratamento e alívio de efeitos adversos inconvenientes. Esta é uma área aonde o dentista pode contribuir muito para a diminuição da morbidade e até mortalidade, valorizando sua performance como profissional de saúde, compreendendo o paciente como um todo.

Autores:

Dr. André Oliveira - Especialista em Radiologia. Protocolo Botelho (Pós-granduando no curso de Fisiologia Hormonal – Protocolo Marco Botelho, com ênfase na Odontologia). CRORS 8286

Drª. Cleusa Maria Dal Molin Andres - Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares-Clínica Geral. Protocolo Botelho (Pós-granduando no curso de Fisiologia Hormonal – Protocolo Marco Botelho, com ênfase na Odontologia). CRORS 7329

Comentários

Hormônios são os responsáveis pela regulação das atividades fisiológicas  e comportamentais como o sono, o humor, a digestão, o metabolismo, a respiração, a função tecidual, a percepção sensorial, a excreção, a lactação, o estresse, o crescimento, o desenvolvimento, o movimento e a reprodução.





É assim que os nossos HORMÔNIOS agem...

   A boca normalmente vem acompanhada de rins, pâncreas, fígado, coração, pulmões...e tudo o que for feito terá ação sistêmica.
O mesmo HORMÔNIO que lubrifica a articulação mandibular, lubrifica seu joelho! O mesmo HORMÔNIO que determina sua osseointegração no implante dentário, determina sua osteoporose e o mesmo HORMÔNIO que melhora a sua gengivite, melhora a qualidade do seu sono... Dose seus HORMÔNIOS!!

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CÉREBRO




A boca não está separada do restante do corpo, e várias alterações sistêmicas influenciam diretamente na saúde bucal. Diabetes, inflamações, infecções, alterações hormonais etc- todas essas condições têm influência na saúde das gengivas e ossos. Infecções dentárias também podem se disseminar facilmente por várias partes do corpo. Um microorganismo da boca pode entrar na circulação sanguínea e provocar danos às artérias ou outras doenças.
Através de exames podemos identificar alterações que podem interferir nos resultados dos tratamentos realizados.

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