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Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732



Ocitocina – O hormônio da vida

Dr. Luiz Alberto da Fonseca      terça-feira, 2 de julho de 2019

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Nossa vida é cercada de sentimentos. Vivemos em busca de sensações que nos traga bem estar e para isso contamos com a ocitocina.

O neuropeptídeo mais abundante no hipotálamo é responsável por vários efeitos característicos externos que regem o ciclo da vida. 

Dentre esses efeitos alguns chamam atenção em estudos recentes como a melhoria nas interações sociais, diminuição da sensação de inferioridade, ansiedade, entre outras.

Existe um vasto conjunto de evidências científicas nos humanos em relação aos efeitos da ocitocina. 

A ocitocina modula a percepção social, a cognição social, o comportamento social e, consequentemente, promove a aproximação social e a formação de laços entre as pessoas. 

Além dos efeitos ansiolíticos, a ocitocina modula funções cognitivas sociais como a confiança e o reconhecimento de emoções.

O impacto da ocitocina na cognição social humana tem implicações importantes para as perturbações psiquiátricas associadas a deficits como as patologias do espectro autista e a esquizofrenia. 

Três estudos consultados mostram que as concentrações de ocitocina plasmática estão diminuídas em pessoas com autismo em comparação com sujeitos saudáveis (Modahl et al., 1998; Green et al., 2001 e Wu et al., 2005). Além disto, pessoas com autismo e esquizofreina tendem, na maioria dos casos, a não conseguir interpretar pistas faciais (Hammock e Young, 2006 e Hollander et al., 2007).

Bratz e Hollander (2006) acrescentam, ainda, que a ocitocina quando administrada a crianças com autismo limita os comportamentos repetitivos e melhora o processamento de informações sociais.

Pesquisas realizadas sugerem que a ocitocina está intimamente relacionada com a vasopressina (hormônio humano secretado em casos de desidratação e queda da pressão arterial) desempenhando um importante papel no desenvolvimento da cognição normal, no comportamento social e atuando indiretamente ocasionando uma ação antiestressora. 

Além disso, este neuropeptídeo também foi encontrado recentemente contribuindo para a diminuição de respostas do estresse e ansiedade em interações sociais. 

Assim como a ocitocina, a vasopressina também está envolvida no funcionamento do reconhecimento social e a infusão de vasopressina no cérebro pode prolongar a duração da memória de reconhecimento social. 

Atualmente, destacaram-se os efeitos pró-sociais da administração de ocitocina em humanos, incluindo o aumento da confiança, diminuição da ativação do medo, estímulos indutores de reconhecimento e melhoria de sinais sociais. 

Isto vem gerando um enorme interesse no papel deste neuropeptídeo em diversas psicopatologias humanas, como o autismo, a esquizofrenia e a fobia social. 

Podemos dizer que existe uma esperança para usuários de drogas, lícitas ou não, onde a ocitocina pode vir a ser, se não o tratamento principal, um excelente coadjuvante visto que pode, segundo dados acima melhorar sinais de ansiedade (abstinência), convívio social, cognição e aumento das reações afetivas. 

Além disso, sua ação de curta duração, aproximadamente 6 minutos, pode ser de grande valia para diminuir os desejos pelas drogas, cigarro por exemplo, podendo ser utilizado com coadjuvante na tentativa de parar de fumar.


Autor: Dr. Luiz Alberto da Fonseca, Cirurgião-Dentista. Especialista em Implantodontia. Protocolo Botelho TeamMB. CRO-SP 43730

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