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HORMÔNIOS

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Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732


Hormônios e o Sono

Dra. Annemarie Warstat      terça-feira, 2 de julho de 2019

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A redução do sono é uma marca da sociedade moderna.

No entanto, a privação do sono altera o nosso organismo de forma deletéria, precisamos desse descanso no qual os mecanismos fisiológicos e metabólicos operam com potência máxima.

A redução do sono é uma marca da sociedade moderna.

Em 1960, uma pesquisa com mais de 1 milhão de pessoas encontrou uma duração de sono modal de 8 à 8,9 horas.

Em 2000, 2001 e 2002, pesquisas conduzidas pela Fundação Nacional do Sono indicaram que a duração média do sono dos americanos havia caído para 6,9 - 7 horas.

E essa duração vem diminuindo com o passar das décadas.

A privação do sono altera o nosso organismo de forma deletéria, precisamos desse descanso no qual os mecanismos fisiológicos e metabólicos operam com potência máxima.

Existe uma fase do sono — caracterizada pelo sono profundo, aquele no qual é mais difícil de despertar — em que importantes hormônios são sintetizados.

Apenas quando o estágio de sono profundo é atingido, o GH – um hormônio importante -  é secretado em quantidades adequadas e necessárias para promover a reparação dos músculos com eficiência.

Ele evita o acúmulo de gorduras e ajuda a prevenir a osteoporose.

A manutenção do tecido ósseo deve ser muito bem avaliada pelos cirurgiões-dentistas, uma vez que a ancoragem primária dos implantes depende de uma densidade óssea adequada.

A deficiência de testosterona, outro hormônio vital para manutenção de qualidade óssea, pode ter um efeito deletério na qualidade de sono, o que pode ser melhorado com a suplementação de testosterona

Já a deficiência de melatonina pode ter um papel importante na alta frequência de insônia entre idosos.

A terapia de reposição de melatonina de liberação controlada efetivamente melhora a qualidade do sono nessa população.

O artigo publicado por Schmid et.at., 2014, sugerem que a diminuição da qualidade do sono e um posterior tempo de sono são fatores de risco para osteopenia e sarcopenia em indivíduos de meia-idade.

 

Referências.
Testosterone deficiency may have a deleterious effect on sleep quality that may be improved with testosterone replacement. Asian J Androl. 2014 Mar-Apr; 16(2): 262–265.
Esther Donga Marieke van Dijk J. Gert van Dijk Nienke R. Biermasz Gert-Jan Lammers Klaas W. van Kralingen Eleonara P. M. Corssmit Johannes A. Romijn . A Single Night of Partial Sleep Deprivation Induces Insulin Resistance in Multiple Metabolic Pathways in Healthy Subjects. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, Volume 95, Issue 6, 1 June 2010, Pages 2963–2968,
Everson CA, Bergmann BM, Rechtschaffen A. Sleep deprivation in the rat: III: total sleep deprivation. Sleep. 1989;12:13-21.
The relationship between sleep disorders and testosterone in men. Asian J Androl. 2014 Mar-Apr;16(2):262-5. doi: 10.4103/1008-682X.122586.
Eve Van Cauter, PhD; Kristen Knutson, PhD; Rachel Leproult, PhD; Karine Spiegel, PhD. The Impact of Sleep Deprivation on Hormones and Metabolism. 
Spiegel K, Leproult R, Van Cauter E. Impact of sleep debt on metabolic and endocrine function. Lancet. 1999;354:1435-1439.
Wittert G. The relationship between sleep disorders and testosterone in men. Asian J Androl. 2014 Mar-Apr;16(2):262-5. doi: 10.4103/1008-682X.122586.
The relationship between sleep disorders and testosterone in men. Kripke D, Simons R, Garfinkel L, et al. Short and long sleep and sleeping pills. Is increased mortality associated? Arch Gen Psychiatry. 1979;36:103-116. National Sleep Foundation. Sleep in America Poll, 2001-2002. Washington, DC: National Sleep Foundation.
Schmid SM1, Hallschmid M, Jauch-Chara K, Lehnert H, Schultes B. Sleep timing may modulate the effect of sleep loss on testosterone. Clin Endocrinol (Oxf). 2012 Nov;77(5):749-54. doi: 10.1111/j.1365-2265.2012.04419.x.
Garfinkel D, Laudon M, Nof D, Zisapel N. Improvement of sleep quality in elderly people by controlled-release melatonin. Lancet. 1995 Aug 26;346(8974):541-4. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(95)91382-3


Autora: Dra. Annemarie Warstat. Especialista em Implantodontia. CRO-RS 21068

Comentários

Hormônios são os responsáveis pela regulação das atividades fisiológicas  e comportamentais como o sono, o humor, a digestão, o metabolismo, a respiração, a função tecidual, a percepção sensorial, a excreção, a lactação, o estresse, o crescimento, o desenvolvimento, o movimento e a reprodução.





É assim que os nossos HORMÔNIOS agem...

   A boca normalmente vem acompanhada de rins, pâncreas, fígado, coração, pulmões...e tudo o que for feito terá ação sistêmica.
O mesmo HORMÔNIO que lubrifica a articulação mandibular, lubrifica seu joelho! O mesmo HORMÔNIO que determina sua osseointegração no implante dentário, determina sua osteoporose e o mesmo HORMÔNIO que melhora a sua gengivite, melhora a qualidade do seu sono... Dose seus HORMÔNIOS!!

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CÉREBRO




A boca não está separada do restante do corpo, e várias alterações sistêmicas influenciam diretamente na saúde bucal. Diabetes, inflamações, infecções, alterações hormonais etc- todas essas condições têm influência na saúde das gengivas e ossos. Infecções dentárias também podem se disseminar facilmente por várias partes do corpo. Um microorganismo da boca pode entrar na circulação sanguínea e provocar danos às artérias ou outras doenças.
Através de exames podemos identificar alterações que podem interferir nos resultados dos tratamentos realizados.

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