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Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732



HORMÔNIOS e a INFLAMAÇÃO

Dr. Marco Botelho, MSc, Phd.      domingo, 30 de junho de 2019

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Os Hormônios são anti inflamatórios naturais, pois aumentam a nossa resposta imune e melhoram a nossa resposta mental.

Por causa do decréscimo deles, com o passar dos anos, vamos perdendo a memória, diminuindo a cognição, ficando com a pele mais envelhecida.

Déficits hormonais têm sido associados ao aumento dos parâmetros inflamatórios do organismo e, consequentemente, ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, de determinados tipos de câncer (LASRY; BEM-NERIAH, 2015) e da progressão dos tumores metastáticos, incluindo os tumores ósseos (ROODMAN, 2004).

A inflamação crônica (processo natural do organismo em resposta aos agentes agressores como tentativa de neutralizá-los) também é um dos principais fatores de progressão e metástase de diversos tumores.

Diversos estudos mostram essa correlação funcional direta entre a inflamação crônica e as alterações genéticas que promovem a transformação maligna.

Pesquisadores do Massachussets Institute of Technology demonstraram, por exemplo, que agentes químicos do nosso próprio sistema imunológico, usados para combater agressões ou infecções, podem criar mutações genéticas que levam ao câncer (FEDELES et al, 2015). 

Entre os agentes mais agressores, os que causam reação inflamatória crônica, estão os medicamentos. 

Os contraceptivos orais, dispositivos intrauterinos (DIU), esteroides anabolizantes, ou seja, hormônios que não são bioidênticos, aumentam o risco de desenvolvimento de câncer, como mostram diversos trabalhos científicos.

Além destes, medicamentos inibidores da bomba de prótons (IBPs) - Omeprazol, Pantoprazol, Lansoprazol, Rabeprazol, Esomeprazol e Dexlansoprazol - comumente utilizados para tratamento deproblemas estomacais (gastrite, úlcera, azia, por exemplo), aumentam o risco de desenvolver câncer de estomago e fígado (LIMA, 2013; SHAO YJ et al, 2018).

Isso ocorre porque o uso de IBPs reduz substancialmente a secreção do ácido gástrico, o que pode acarretar, em longo prazo, em hipergastrinemia, ou seja, o mecanismo de produção de ácido passa a produzir ácido de modo ainda mais intenso e descontrolado.

Isso estimula a proliferação e o crescimento de células e tecidos que estão associados não só ao câncer gástrico, mas também às neoplásias de pâncreas, pulmão, fígado, ovário e colo-retal.

Diariamente, quando escovamos os dentes ou bebemos água "tratada", somos expostos a um dos agentes mais tóxicos ao organismo, o flúor, o qual altera as funções endócrinas principalmente no que diz respeito à produção dos hormônios tireoidianos e esteroides, aumentando o risco de desenvolvimento de neoplasias e outras doenças inflamatórias crônicas.

O controle da inflamação, por meio da reposição de hormônios bioidênticos nanoestruturados, tem efeitos terapêuticos benéficos tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer e das doenças crônicas (STEP-HENSON et al, 2013).

Autor: Dr. Marco Botelho, MSc, Phd.

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Dose seus hormônios

Segundo a ciência, os desruptores endócrinos podem provocar estragos diversos no organismo, que vão de obesidade a câncer, passando por distúrbios na tireoide.
A ciência está descobrindo que produtos do nosso cotidiano, como esmaltes, televisão e até água encanada, escondem substâncias capazes de alterar o funcionamento do nosso corpo.
Você sabia que os desruptores endócrinos são compostos artificiais ou naturais que interferem na ação dos nossos hormônios e nos expõem a doenças? Hoje, há suspeitas sobre mais de 800 misturas químicas. “Elas estão na indústria e na agricultura e entram no corpo pela ingestão de água, de alimentos e pela respiração”, diz a química Débora Santos, da Universidade Federal de Pernambuco. Essa também é uma boa razão pela qual você deve dosar seus hormônios.

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