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Ano VII | ® Editora Conceito, desde 1998 | ISSN 2359-4578 | Editora-chefe: Marta DePaula | Editor-científico: Dr. Luiz Alberto da Fonseca CRO-SP 43730 |  Jornalista: Cezar Brites Mtb 15732



Colecalciferol - Vitamina D

Dr. Marco Botelho, MSc, Phd      domingo, 30 de junho de 2019

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Colesterol e Colecalciferol apresentam nomes semelhantes, porque Cole vem de bile, e quem dá origem aos sai biliares e ao colecalciferol é o próprio colesterol.

Muitas mulheres hoje passaram a se tornar veganas ou vegetarianas, ou seja, deixam de comer carne vermelha ou por considerar que esse alimento faz mal ou por optar não ingerir carne baseando-se em outras escolhas.

Contudo, é importante lembrar o motivo pelo qual defendemos o consumo de carne: este alimento é rico em colesterol, hormônio que dá para a nossa célula uma característica ímpar - ela passa a não precisar de uma parede celular, o que nos permite evoluir.

Isso significa que a diferença básica do ser humano para as plantas é basicamente a existência dessa parede celular, criada pelo colesterol, na medida em que esse hormônio dá maleabilidade para a célula, o que não se consegue fazer sem ele.

Então, aí reside a importância do consumo da carne.

O colesterol, ademais, dá origem ao colecalciferol, chamado de Vit D3.

Porém, é importante destacar que este não é vitamina, é um hormônio.

Para ser vitamina, precisa existir uma amina em sua composição e o colecalciferol não a possui.

Também é importante ressaltar que vitamina não é ácido; então, o ácido ascórbico não é vitamina C.

Agora, vamos pensar por que a vitamina D é tão importante.

Ela é responsável, para começar, pela recaptação do GABA (ácido gama-aminobutírico); por isso, quando você tem níveis aceitáveis de vitamina D, se sente feliz.

Por isso, vale fazer esta comparação para entendermos um pouco mais essa questão: quem é mais feliz - uma pessoa que pode ir à praia todos os dias ou uma pessoa que passa o dia em casa sem se expor ao sol?

Em geral, a maioria das pessoas, diria que os primeiros parecem mais realizados, porque, ao se expor ao sol, estarão produzindo muita vitamina D, a qual recapta o GABA e o libera  para relaxar, o que diminui a velocidade do processamento cerebral e produz a sensação de felicidade.

Mesmo se sabendo disso, vários dermatologistas impedem as mulheres de andar sem o protetor solar: seria este talvez o único momento em que elas poderiam estar produzindo alguma vitamina D.

Além de contribuir com a "produção de felicidade", a vitamina D está diretamente relacionada com a prevenção de diversas patologias, porque é a responsável pela diferenciação celular.

Uma célula cancerígena, por exemplo, é uma célula que não conseguiu se diferenciar.

Logo, a vitamina D é fundamental porque, a partir de sua existência no organismo, passamos a ter diferenciação de células.

Ainda muitos ramos da Medicina preconizam que hormônio dá câncer, mas o que ocorre é exatamente o contrário: a ausência de hormônios pode provocar o câncer.

Por exemplo, uma mulher terá provavelmente câncer no ovário quando não apresenta níveis normais de estradiol; poderá ter câncer no útero quando há ausência de progesterona; terá possivelmente câncer em qualquer lugar do corpo (principalmente na mama) quando o colecalciferol é deficiente, já que esse hormônio tem um poder diferenciado: além de agir na diferenciação celular, capta cálcio e fosfato dos rins e do intestino e leva para os ossos.

Outra ação importante desse hormônio é seu papel de controle da pressão arterial através do sistema renina-angiotensina.

Por isso, quando se quer ter uma pressão arterial normal, não se deve tomar anti-hipertensivos (BRAs e IECAs), porque são bloqueadores dos receptores de angiotensina e inibidores da enzima conversora de angiotensina, ou seja, todos causam uma vasodilatação no nosso corpo inteiro.

Além disso, o colecalciferol é um co-fator para liberação de insulina, o que nos garante, quando em níveis normais, qualidade de vida, porque se consegue jogar todo o açúcar para dentro das células.

Agora, se há deficiência de colecalciferol, a hemoglobina glicada começa a aumentar, e passa-se a conviver com o risco de diabetes. 

Sem o colecalciferol, o corpo passa a se tornar inflamado crônico, ou seja, a insulina determina isso; por isso, quando se fazem picos de insulina, o corpo se torna resistente à insulina, que é o pior dos males, porque, nesse caso, a tradição médica vai lhe prescrever metformina, o que aumenta a sensibilidade das células à insulina.

O que estamos tentando dizer é que o diabético é uma pessoa que está inflamada, e o que nos mata é a inflamação.

Gestantes com baixos níveis de vitamina D, por exemplo, têm maior risco de conceber crianças diabéticas (SORENSON et al, 2012), porque essa deficiência dificulta a capacidade das células......no que diz respeito à conversão da pró insulina à insulina (OLIVEIRA et al, 2014).

A deficiência de colecalciferol é tão grave que pode predispor o corpo à intolerância à glicose e a alterações na produção de insulina.

Isso pode ocorrer devido à presença do receptor de vit D em diversas células, incluindo células.... do pâncreas, tecido muscular e adipócitos, isso significa que a suplementação de colecalciferol pode reduzir a resistência insulínica em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.

A vitamina D é ainda prescrita sob forma de vitamina, em doses de 10 mil UI, por exemplo.

Mas essa dose é pequena, porque, quando se está fazendo reposição com altas doses como 100 mil UI, corresponde a apenas 2,5 mg de colecalciferol.

Como a vitamina D regula o metabolismo mineral ósseo e o desenvolvimento do esqueleto, alguns estudos observacionais sugerem preocupantemente que a deficiência pré-natal de vitamina D aumenta a incidência de gravidez de risco e as complicações pós-parto.

A vitamina D também pode influenciar tanto o crescimento fetal quanto o pós-natal, devido aos seus efeitos sobre a absorção de cálcio e sobre a expressão do hormônio paratireoideano e do fator de crescimento insulínico (HASHEMIPOUR et al, 2014; ROTH et al, 2015).

É necessário ressaltar, por fim, que a vitamina D também apresenta efeitos imunomoduladores sobre as células do sistema imunológico.

Diversos estudos mostram a relação da deficiência de vitamina D com o surgimento de várias doenças autoimunes, como diabetes mellitus, artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico e psoríase (MARQUES et al, 2010).

Por isso, é importante que se faça a reposição de vitamina D, para o que não existem contra-indicações já que o Projeto Genoma, por exemplo, mostrou que o colecalciferol e o colesterol são hormônios que estão presentes em todas as nossas células, sendo fundamentais à saúde humana.

Autor: Dr. Marco Botelho, MSc, Phd.

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