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A melhor dieta para a espécie humana do ponto de vista evolutivo

Lidiane Dalcanale Lopes e Alan Boldori      sexta-feira, 26 de julho de 2019

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Nos últimos 50 anos, nós fomos ensinados, treinados e adestrados através das fontes de informação em massa disponíveis e apresentadas a população, que o consumo de carne faz mal, é insalubre, causa entupimento de artérias, engorda, causa aumento de colesterol, ataque de coração, constipa, causa tumores; e que uma dieta baseada em planta é o “santo graal” da saúde.

Estas informações foram financiadas e propagandeadas pela indústria do açúcar, através de estudos mal formulados e com resultados intencionalmente inconclusivos, onde seu Autor principal Ancel Keys, alegava que a relação gordura/colesterol era a causadora das doenças cardiovasculares, influenciando o famigerado Guia Alimentar de 1977 nos EUA, cuja influência até hoje permeia as recomendações dietéticas e farmacológicas de grande parte dos profissionais de saúde, este mesmo Guia, recentemente em 2015, retirou a restrição ao colesterol como o vilão das doenças cardiovasculares.

Há numerosos exemplos de histórias de pessoas de diversas origens culturais, étnicas e geográficas que viveram na história com dietas de carnes por gerações. O que exatamente essas culturas carnívoras comeram e quão saudáveis elas eram?

Exemplos de pessoas reais comendo principalmente dietas de carne por longos períodos de tempo nos dão informações muito mais poderosas sobre carne e saúde do que estudos científicos convencionais conduzidos em curtos períodos de tempo em que um grupo come um pouco mais de carne ou algumas porções extras de vegetais do que outro grupo de pessoas.

Alguns exemplos de “comedores de carnes”: Os inuits do Ártico canadense prosperaram com carne de peixe, foca, morsa e baleia. O povo Chukotka do Ártico russo vivia de carne de caribus, animais marinhos e peixes. Os guerreiros Masai, Samburu e Rendille da África Oriental sobreviveram com dietas que consistiam principalmente de leite e carne. Os nômades das estepes da Mongólia comiam principalmente carne e laticínios. Os Sioux da Dakota do Sul desfrutavam de uma dieta de carne de búfalo. 

O problema do excesso de peso e da obesidade não existia entre os povos mencionados acima. Se carne, gordura saturada e colesterol supostamente causam doenças cardíaca, e se frutas e vegetais ricos em fibras supostamente nos protegem de doenças cardíacas, por que essas pessoas que estavam comendo MUITO mais carne e BEM menos vegetais do que a maioria de nós não sofreram de doenças cardíacas e de todos os problemas de saúde que associaram às carnes? Associar uma doença moderna a um alimento antigo é um tremendo equívoco. Esses grupos únicos de pessoas foram objeto de intensa investigação médica há várias décadas e tem havido numerosos artigos científicos escritos sobre sua dieta e excelente saúde. Não há evidências de que a fibra nos proteja do câncer de cólon, síndrome do intestino irritável, pólipos intestinais, constipação crônica ou hemorroidas. Apesar de centenas de estudos que analisam o papel da fibra nas doenças digestivas, não há evidências convincentes para afirmar a necessidade dela. Aliás não há sequer evidências de que a fibra seja necessária na dieta humana. 

A lógica seria a seguinte, a espécie humana evoluiu durante centenas de milhares de anos, como pequenas comunidades caçadoras e coletoras, porém comiam de tudo por questão de sobrevivência, nos momentos que não obtinham sucesso em suas incursões em busca de caça (inclui-se a pesca). Então o “Plano A” desenhado pela evolução era comer proteínas de origem animal e ovos, os demais alimentos seriam o “Plano B”, onde ai sim, as fibras de origem vegetal seriam fonte de alimento para a microbiota intestinal, para que produzissem os ácidos graxos de cadeia curta, entre eles, o butirato, que seria um tipo de gordura abundante nas carnes e ovos. 

Muitas culturas ao longo da história humana comeram dietas de fibra muito baixa e não sofreram com essas condições gastrointestinais relativamente modernas. 

Os esquimós do passado, por exemplo, faziam uma dieta quase completamente livre de frutas, verduras e grãos, e os escritos históricos nos dizem que eles estavam virtualmente livres de todos os tipos de câncer.

O aumento na prevalência de todas essas condições é paralelo à chegada de alimentos modernos e processados, como carboidratos refinados, na dieta humana. 

Agora, algumas pessoas acham que comer farelo de cereais ou frutas e legumes ajuda a aliviar a CONSTIPAÇÃO que uma dieta pouco saudável pode causar, mas isso NÃO resolve o problema subjacente, por isso é improvável que o proteja do desenvolvimento de doenças intestinais.

Adicionar fibra a uma dieta rica em açúcar e alto teor de farinha NÁO pode salvar seu corpo dos danos que a farinha e o açúcar podem causar; apenas remover a farinha e o açúcar pode fazer isso. 

Concluindo: nossa dieta ancestral baseada em comida de verdade como carnes (de todos os tipos), ovos, plantas não amiláceas e algumas frutas, pode ser considerada nossa dieta ideal, aliada também aos jejuns naturalmente utilizados nestas dietas, para manter nosso corpo saudável, em homeostase para o mesmo cumprir suas funções de sobrevivência, manutenção longeva e perpetuação da espécie.

Autores:

Lidiane Dalcanale Lopes - Acadêmica do curso de Nutrição. Pedagoga, com pós em psicopedagogia e terapia cognitivo-comportamental.

Alan Boldori - Acadêmico do curso de Nutrição. Bacharel em administração. Master Coach em emagrecimento.

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